Ressuscitou um dos artigos chave para uma conclusão, que nos primórdios do jogo não era ainda muito clara, de que devemos ser um partido nacionalista.
Na época, com o surgimento de um novo partido (o PN), nosso camarada Espinosa teve uma excelente análise sobre Nacionalismo.
Também pela sua importância histórica, deixo aqui a transcrição.
Espinosa, in O (in)dependente, a 28-Dec-2007 Escreveu:
Este será o último artigo que dedicamos a este tema. Artigo no qual gostaríamos de fazer uma distinção entre a vida dentro e fora do jogo.
Fora do eRepublik o nacionalismo enquanto ideia política tem os dias contados. Assim como o nacionalismo ajudou a fundar o Estado-Nação por oposição ao feudalismo, também a globalização funda uma nova ordem global destruindo as fronteiras e os princípios do Estado-Nação. O nacionalismo do sec. XIX fundou e unificou países como a Alemanha, Bélgica, Itália ou Grécia, também Portugal, alimentou a sua história, da disputa entre o Rei (poder central) e os diversos senhores feudais (poder regional). Muitos desses nobres lutaram mesmo do lado castelhano quando havia algum conflito político com os nossos incomodos vizinhos.
Mas o mundo mudou, os castelhanos são hoje nossos "hermanos" e as fronteiras defendidas com sangue, diluíram-se em nome da construção europeia. De facto, se o feudalismo era um entrave ao mercado nacional (Imaginem como seria nefasto para a economia nacional, se cada vez que quiséssemos transportar um produto de Norte para Sul do país, tivéssemos de pagar portagem a todos os condes e duques), também o Estado-Nação é hoje um entrave ao mercado global. Por isso, a globalização não gosta nem de fronteiras, nem de políticas proteccionistas, nem de ideias nacionalistas; com elas não era possível a existência de empresas multinacionais. O reduto do nacionalismo passa a ser o estádio de futebol quando joga a selecção nacional. Ou seja, as manifestações desportivas e os jogos, incluindo este, são os lugares onde o espírito fervoroso do nacionalismo está autorizado a expandir-se.
Aqui no eRepublik não temos verdadeiramente um mercado global: 1º porque não existem multinacionais, 2º porque cada jogador pertence efectivamente a um país. Aqui vivemos como uma tribo, um clã. As ideias nacionalistas fazem todo o sentido porque jogamos juntos, mas contra todos os outros.
Dito isto e com as devidos cuidados já expressos nos artigos anteriores, resta-me desejar boa sorte ao PN, Partido Nacional, que contribuam para o nosso sucesso, mas fundamentalmente que se divirtam.
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